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quarta-feira, 31 de março de 2010

Se a situação é boa...

“Se a situação é boa, desfrute-a: se a situação é ruim, transforme-a: se a situação não pode ser transformada, transforme-se”.
(autor desconhecido)

terça-feira, 23 de março de 2010

EXISTEM PESSOAS QUE SÓ DE SABER QUE ELAS EXISTEM É SUFICIENTE PARA NOS SENTIRMOS BEM, PARA RESPIRARMOS MAIS ALIVIADAS. POR SABER QUE ELAS ESTÃO POR PERTO, SIMPLES ASSIM, TORNA MAIS FÁCIL A NOSSA CAMINHADA...(Zaira Colli)

segunda-feira, 22 de março de 2010

"Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria." M Medeiros

sábado, 20 de março de 2010

PARA GOSTAR DE LER- Cel Art Newton Raulino de Souza Filho

Lembro-me bem. Era criança e ouvia na TV uma propaganda do antigo Ministério da
Educação e Cultura sobre a leitura, que terminava dizendo: “a leitura traz alegrias, emoções e bons
amigos”. Não sei a quantos essa mensagem tocou; certamente, não a mim. Já possuía alguma
familiaridade com os livros àquela época, mas tinha que ser algo muito lúdico e, de preferência,
cheio de figuras. Lia, como tantas crianças, contos importados de Pérrault, de Andersen, de Grimm
e, é claro, os maravilhosos gibis. Sem compromisso...

Na 4ª série a professora nos leu, em sala, em capítulos diários, tal qual uma novela “O Meu
Pé de Laranja Lima”. Foi uma grata experiência, principalmente, porque, naqueles momentos não
tínhamos nada para copiar do quadro de giz, nem lição a fazer e podíamos levitar em pensamento.
Cheguei ao antigo ginasial. 5ª série...O primeiro livro que tive que ler mandado pela escola foi
“Coração de Onça” de Ofélia e Narbal Fontes. Um livro muito agradável, mas que saiu “a fórceps”. E
assim foi, durante minha vida escolar, lendo o que me mandavam a fim de não afundar nas provas.

Quantos de nós somos assim?
Quando me formei, não li mais nada...
Um certo dia, me vi servindo com um companheiro, contemporâneo dos bancos escolares,
que sabia de tudo. Sobre tudo opinava, argumentava com precisão, tinha conversa para qualquer
freguês. Eu ficava bestificado ao vê-lo desfilar conhecimentos, sem nenhuma empáfia, naturalmente.
De onde será que viria tanto conhecimento? Como alguém tão jovem podia citar Camões com tanta
naturalidade? A resposta era óbvia, já que conhecimento não brota do nada, mas sim, do estudo, da
leitura.

Isso despertou em mim uma saudável inveja: “também posso ser assim”, pensei. E decidi
começar minha hercúlea tarefa. Tomei, então, coragem e peguei um livro que encontrei na estante
de casa: “História Econômica e Administrativa do Brasil Colônia”, com certeza, um começo que não
recomendo a ninguém. Foram duros meses de combate entre nós... até que um dia, venci.
E aprendi, por certo, muita coisa sobre o hábito de ler. Descobri, por exemplo, que para
gostar de ler é preciso começar pelo mais simples, pelo mais fácil, mais agradável. Essa é, talvez, a
lição número um.
Bem, mas voltemos à História Econômica e Administrativa do Brasil. Chegava do trabalho,
jantava e punha-me a ler. Após uma semana percebi que não estava compreendendo quase nada.
Foi, então, que decidi mudar de tática. Passei a ler ao lado de um dicionário, de um atlas, de minha
enciclopédia Delta Larousse. “Agora vai”, pensei eu. E começou a ir. Passei a entender tudo
detalhadamente e a leitura passou a fazer sentido. Pesquisava tudo que não conhecia. Foi um rico
aprendizado sobre as Ordenações Manuelinas, Felipinas e Afonsinas. Não conseguia vencer mais
do que duas ou três páginas por dia. Era o preço da minha ignorância.

Foi aí que cheguei à lição número dois: para gostar de ler é preciso entender o que se lê. E
quanto menos conhecimento e vocabulário temos, mais difícil se torna começar.
Mas percebi que, com o tempo, a velocidade de leitura aumentava. As duas ou três páginas
diárias de suplício passaram a ser cinco, dez, vinte de uma tarefa menos odiosa. Já fazia sentido.
Tornei-me íntimo dos temas desconhecidos e eles sempre reapareciam ao longo do texto. E assim
ocorre com todas as áreas do conhecimento. Retirei, daí, mais uma lição: quando estamos no
contexto – contextualizados, é a palavra “politicamente correta” – da leitura, íntimos do tema lido, de
seus meandros e personagens, de suas épocas e lugares, fica muito fácil gostar de ler. Senão,
vejamos:
“Muitos nosocômios já realizam à colpocitologia oncótica para a semiologia da neoplasia
intraepitalial cervical.”
Alguém entendeu alguma coisa? Provavelmente, não. Mas um ginecologista entenderia mais
ou menos o seguinte:
“Muitos hospitais já realizam o exame que faz o diagnóstico do câncer de colo de útero.”
Agora ficou melhor? Qualquer que seja a área do conhecimento sobre a qual nos
debrucemos, por mais complexa que possa parecer, poderemos nos tornar íntimos dela se
conhecermos seu linguajar peculiar. Logo, deve-se buscar ler aquilo que nos faça sentido, que nos
desperte curiosidade, de que nos sintamos parte. Chegamos assim, à lição número três: para gostar
de ler é preciso que estejamos inseridos no contexto da leitura.

PARA FAZER LER

Ao longo da vida, teremos a oportunidade de influenciar as pessoas com quem convivemos,
seja na vida pessoal, seja na vida profissional. Acredito que uma contribuição bastante positiva seria
induzir as pessoas – amigos, familiares, subordinados – ao ato de ler. Para tanto, é preciso que o
condutor do processo sirva de exemplo (ninguém transmite realmente aquilo em que não acredita),
utilize alguns processos práticos (método) e tome alguns cuidados.
Entre os cuidados, acredito ser o principal, agir sobre a motivação, evitando explicitar a
obrigatoriedade de ler. A obrigação explícita desperta um componente natural de resistência ao
trabalho de fazer leitores. Ademais, busque utilizar as idéias lançadas ao longo do presente artigo.

Quanto aos métodos, é fundamental que o candidato a leitor tenha acesso a obras: revistas
(de preferência bastante ilustradas), jornais, livros – além do acesso à mídia eletrônica – podem ser
oferecidos nas salas de recreação das OM. A assinatura da Bibliex ou de outra fonte pode ser feita
e, as obras, colocadas ao alcance da mão. Algumas pesquisas (estudos) podem ser encomendadas
a grupos, tendo-se o cuidado de respeitar o nível intelectual do homem. Concursos de resenhas,
debates periódicos sobre assuntos diversos, principalmente os que palpitam no dia-a-dia dos futuros
leitores, seleção de tópicos para discussão.

Alguns livros podem ser lidos e discutidos em grupo utilizando-se o seguinte método: divida a
turma em pequenos grupos e dê a cada grupo uma parte; após um tempo de leitura, os grupos
apresentarão o que leram na ordem dos capítulos; em seguida, discussão e debate. Sua criatividade
poderá produzir outros processos.
É conveniente ressaltar que, quando se busca fazer ler, os frutos que serão colhidos,
normalmente, não serão muito numerosos, mas algo de bom há de ficar. Que isso lhe sirva de
desafio.

CONCLUINDO

O conhecimento, a informação e a cultura são para o oficial, mais do que adornos ou
complementos desejáveis: diante da complexidade do Exército, da multiplicidade de missões e da
volatilidade dos cenários, são uma absoluta necessidade. Sem tais ferramentas, seu trabalho jamais
sairá da mediocridade.
Bem, fim da linha, início do trabalho. Espero ter, com essa modesta colaboração despertado
você, meu caro leitor, para a importância do assunto. Meu sincero desejo é que, um dia, você possa
sentir o peso das palavras de Castro Alves (“O Livro e a América”) e ovacionar o livro com a mesma
emoção:


“Oh! Bendito o que semeia
Livros...livros à mão cheia...
E faz o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar”

Última lição: ler é um ato de amor. Apaixone-se e seja feliz.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quando oramos, acertamos mais e erramos menos; servimos mais a Deus, e pecamos menos; ficamos menos ansiosos e mais confiantes.

sexta-feira, 12 de março de 2010

“Que pena que os homens não podem trocar seus problemas. Todo mundo sabe exatamente como resolver os problemas dos outros.” Olin Miller

quinta-feira, 11 de março de 2010

O que te motiva: Amor ou Carência? - por Rosana Braga

Você está vivendo um relacionamento cheio de conflitos, estresse e dúvidas? Sente-se ansioso e tenso, por mais que quisesse sentir paixão, alegria e empolgação? Tem medo de que tudo acabe sem entender o que está fazendo de errado? Talvez você esteja carente...



Não sei se já aconteceu com você, mas sei de muitas pessoas que entram num relacionamento ou investem pesadamente na possibilidade de começar um, acreditando piamente que o que sentem é amor! No entanto, suas atitudes e suas cobranças são, em geral, carregadas muito mais de carência do que de qualquer outro sentimento.


Ansiosas, impacientes e até agressivas, vão conduzindo o que deveria ser um encontro de amor, como se fosse um grande problema a ser resolvido. Passam o dia sentindo-se tensas, olhando o celular por várias e várias vezes, monitorando os passos do outro e tentando obter atenção a qualquer preço!


Se essas pessoas parassem por um tempo, refletissem sobre seus verdadeiros sentimentos e desejos, questionassem-se sobre o que querem para suas vidas, o que estão buscando num relacionamento de amor, descobririam – surpresas! – que estão num ritmo equivocado, descompassado, desequilibrado...


Morrendo de medo de que o outro não corresponda sua necessidade de carinho, afeto e presença, terminam atropelando a ordem natural dos acontecimentos e se precipitando em sensações, julgamentos e conclusões. Sofrem por antecipação e, muitas vezes, terminam atraindo exatamente o desfecho que tanto temiam justamente por não conseguirem dar tempo ao tempo!


O outro se cansa, perde o interesse, já não consegue enxergar o encanto visto inicialmente e tudo vai por água abaixo. E a impressão que fica é de que o ansioso e carente tinha toda razão de estar assim, tão aflito... Será? Será mesmo que não havia chances ou será que a pressa e o medo de ficar sozinho de novo fizeram com que o verdadeiro sentido do enamoramento se perdesse?


Pra saber se o que você está vivendo é uma promessa de amor, observe: é um encontro criativo, produtivo e leve? É gostoso, empolgante e comporta planos para o futuro? Tem espaço nesta relação para que você se coloque, demonstre o que quer e fale sobre seus sentimentos? Você consegue ser você mesmo ou precisa pensar antes de fazer ou falar qualquer coisa? Ao final de cada encontro, você se sente acolhido e feliz ou preocupado, inseguro e com a sensação de que vai acabar a qualquer momento?


Se suas respostas apontarem para uma relação cheia de conflitos, pesada, tensa e que te deixa bem mais estressado do que sorrindo à toa – que é como ficam os apaixonados – a tendência será justificar todos esses sentimentos e características a partir do comportamento do outro, seja pelo que ele faz ou pelo que deixa de fazer. Seja pelo que diz ou pelo que deixa de dizer...


No entanto, para que haja qualquer possibilidade de felicidade e sucesso nessa ou em outras relações que você vier a viver, é absolutamente preciso que você se reconheça no meio disso tudo! É muito importante que você comece a refletir sobre o que tem feito, o que tem dito e, principalmente, quais as crenças que tem alimentado sobre amor, felicidade e relacionamento.


Ninguém vive uma situação por acaso. Todos nós atraímos pessoas e circunstâncias específicas, que correspondem com a energia que temos alimentado, com as expectativas que temos reafirmado e com a forma como temos lidado com a gente mesma. Se você tem vivido relações insatisfatórias, provavelmente elas estão alinhadas com a forma insatisfatória que você tem vivido sua vida!


E sendo assim, está na hora de rever sua autoestima, sua alegria e sua fé. Está na hora de rever o quanto você realmente se sente merecedor de ser amado e capaz de amar. Porque quem acredita de verdade que merece, age como quem merece e atrai quem está disposto a amar e também ser amado. É uma questão de encaixe, de lei da atração, de lógica do Universo, de perfeição da natureza... É uma questão, sobretudo, de ação e reação.


Claro que isso não significa que uma relação deve acabar quando começar a passar por crises e dificuldades. Afinal, todos nós temos muito a crescer enquanto nos relacionamos. Mas, veja: se você sabe o que quer e sabe o que precisa fazer para conquistar o que quer, suas atitudes e escolhas, mesmo durante uma crise, serão coerentes. E isso vai fazer com que a crise sirva para amadurecer e melhorar e não para afundar mais e mais você e o outro numa lamentável carência.


Enfim, se o que te move é amor, certamente você está consciente, sabe para onde está indo e porque tem investido no relacionamento que está vivendo. No entanto, se o que te move é carência, provavelmente você tem se sentido perdido, confuso, triste, ansioso e vazio. Agora, resta-nos torcer para que você se sinta completamente desiludido. Porque isso significa que terá saído da grande ilusão de que isso possa ser amor. Não é!


A partir de então, poderá reescrever suas crenças, começar a reconhecer quem você é e o quanto tem para dar e receber, e daí sim atrair uma história de amor de gente grande...


Sobre a Autora:
Rosana Braga é jornalista, palestrante, consultora de relacionamentos e autora dos livros FAÇA O AMOR VALER A PENA e O PODER DA GENTILEZA
http://paquera.br.msn.com/landing/cplanding.aspx?cpp=por/root/editorial/editorial10.html&Trackingid=1060588
"Nunca desvalorize ninguém...


Guarde cada pessoa perto do seu Coração, porque um dia você pode acordar e perceber que perdeu um diamante enquanto estava muito ocupado colecionando pedras."

É sempre bom ser legal com as pessoas porque...
as coisas mudam ao longo do tempo!!!

quarta-feira, 3 de março de 2010

"É preciso esperar a ação do tempo - que não é apenas um devorador de dias e de horas, mas um enfermeiro eficiente."

Nós buscamos em outros o que sentimos que está faltando em nós mesmos. 'Amamos' um outro para conseguirmos algo para nós.

Tem mais..

Passaram por aqui..